Pessoas que me prestigiam!!!

sábado, 11 de março de 2017

Amadurecimento



Decidi que o hoje é meu maior bem e é nele que vou viver todos os dias com inteligência, vontade e alegria. 
Sem preocupações ou arrependimentos.
A fase é de amadurecimento, digo isto, porque foram dois anos de lapidação e quando se está neste processo a gente sente dor, raiva, dúvidas, as vezes revolta e as vezes fica paralisado.
Viver dois anos em Conquista, foi um dos aprendizados mais difíceis da minha vida. 
Em pouco tempo passei do sonho para a desilusão. Muitas decepções com pessoas que se diziam amigas, sorriam e davam tapinhas nas costas com tanta enfase que convenciam. 
Mas como falsidade tem prazo de validade, logo os fatos mostraram quem eram meus amigos de verdade e hoje posso contá-los nos dedos de uma mão.
Fiquei um pouco abalado. Mas meus guardiães vieram em meu auxilio e me abençoaram. Consegui a transferência para Salvador e dei continuidade ao meu trabalho. 
No começo, só pra variar muitas incertezas por trás de demonstrações falsas de aceitação, logo percebi, estava cercado de invejosos e inseguros, que viram em mim uma ameaça. Minha postura sempre foi de humildade, apoio e solidariedade, mas isso não parecia suficiente.  
Eu tinha o apoio do gerente e isso fortalecia as suspeitas sobre mim, fazendo-os pensar que eu era protegido dele, isso não me afetava, até por que não era verdade. Apenas tínhamos uma postura transparente nos métodos de trabalhar e eramos exigentes em questões de horários, procedimentos e ações. 

Paralelamente à esta integração, eu conseguia uma rápida adaptação à cultura soteropolitana. Fui morar em um bairro tradicional e predominantemente de pescadores, pertinho do mar. O contato com esta nova realidade me trouxe renovações. Consegui reatar o fio da meada e levar minha vida para o prumo com as finanças em dia, os prazeres vivenciados e uma leveza na alma.
Meu relacionamento com o Melo passava também por renovações, sentamos conversamos e decidimos reforçar nossas alianças. Enfim, tudo sob controle.

E eu acredito que tudo, mas tudo o que nos acontece, tem um propósito de ensinamento, de construção, de modificação, mudança de rumo e direção. 
Porque muitas vezes nos acomodamos e a vida requer de nós movimento. Não podemos esquecer que somos seres em constante mutação.
Neste período promissor, recebi com tristeza a noticia da demissão do meu gerente; provando que alguns setores da empresa estavam em mãos erradas. Continuei fazendo o meu trabalho como sempre o fiz, sempre esperando o melhor. porém preparado psicologicamente, se o pior acontecesse não me pegaria de surpresa, algo me dizia que eu estava na alça de mira da nova gerente substituta, e como eu já esperava um belo dia ela me chamou e comunicou minha demissão justificando-a como corte de gastos e redução no quadro de funcionários. 
Tudo em função da tal de "crise", originária sei lá de onde, alarmando todo o país.

Confesso que para mim, foi um grande alívio. Consegui entender que era chegado a hora de voos mais audaciosos e que meu destino é ser mesmo águia.
Então, resumindo: eis-me aqui, renovado, restaurado, revigorado; preparado para novas aventuras, novas experiências, novos colegas de trabalho, novas buscas, novas rotinas e novos aprendizados!
Que meus guias me alertem e me façam enxergar o caminho à seguir...


sábado, 29 de outubro de 2016

Perdas, decepções e crises

Tenho lido em alguns blogs, algo sobre o hiato em que muitos se encontram, depois de anos no blogsville, de repente se deparam com o que eu chamo de “crise de identidade do blog”.
Não sei ao certo como isso acontece, quais os sintomas, qual a origem desse tipo de sentimento ou se isso é apenas mais uma fase. Confesso que até então eu nem sabia que isso ocorria. Eu pessoalmente, entrei numa fase de descontentamento pessoal onde escrever era a última coisa que se passava em minha cabeça. Mas os motivos que me levaram à essa abstinência foram basicamente o momento em que eu me encontrava, então, acho que não vou fazer paralelos ou comparações. Acredito que seja um assunto de relevância!
Bom, esclareço que quando entrei neste mundo dos blogs, não tinha nenhuma pretensão em contribuir com nada, com ninguém ou qualquer causa. Minha intenção sempre foi compartilhar experiências e deixar registrado minha trajetória. Feito isso, me surpreendi com a participação de pessoas desconhecidas até então, dando sua opinião, criticando, incentivando e muitas vezes me elogiando. Isso me fez muito bem e me empurrou para que eu escrevesse mais e mais. Comecei a relatar algumas das minhas maiores experiencias, mais ou menos na ordem em que eles se sucederam, para que vocês tivessem uma visão da pessoa que estava por trás destas mal traçadas linhas.
Na minha última postagem antes do falecimento de meu grande amigo Luciano, eu relatava o período turbulento trabalhando no aeroporto de Conquista. Fiquei um período bastante abalado com tal perda. Naquele instante me sentia dentro de um tabuleiro de xadrez, cada ação, cada atitude e palavra tinha que ser devidamente pensada e articulada. Definitivamente eu não conseguia me encaixar naquele ambiente de trabalho. As ideias, brincadeiras e gostos da maioria dos colegas eram estranhos para mim. A começar pela pouca idade deles, em torno dos 20 e poucos anos e pela falta de maturidade, o choque de opiniões e posturas eram latentes. Fazia o impossível para passar o mais desapercebido possível. O pior é que nem sempre isso acontecia, devido meu jeito sincero de ser. A minha forma diferenciada de trabalhar era notada pelos clientes e eu recebia muitos elogios pelo bom atendimento. Isso gerou certo ciúmes, por parte de alguns colegas e até mesmo por parte do meu supervisor que visivelmente começou a me tratar de forma diferenciada. E o inevitável aconteceu: discutimos algumas vezes por questões de erro de escala, liberação de horas, folgas, tabelas para cursos etc. Foi ai que eu percebi que algo não ia bem. Eu já tinha observado que ele agia como o tipo amigão de todos, agradando a todos, mas apenas de fachada, pois era um chefe sempre ausente. Deixava a maioria lá bem à vontade, para que se sentissem aliados dele. Funcionava assim: ele levava todos na conversa, na maresia, passava a mão na cabeça de todos, não fazia reuniões, não tinha feed back e tudo era feito literalmente “nas coxas”. Definidamente algo não se encaixava.
Foi quando a Matriz, lhe deu férias e ele ficou 30 dias ausente da nossa Base. Em seu lugar veio um funcionário para substituí-lo. Nos primeiros dias eu fiquei observando como era a postura desse substituto. E para minha surpresa, na segunda semana, ele me chamou e perguntou como era meu relacionamento com o tal supervisor. Disse que eu poderia me abrir e que confiasse nele. Eu por já estar saturado daquilo tudo, pensei: se eu botar tudo pra fora, o pior que pode acontecer é ser mandado embora. E simplesmente vomitei tudo o que eu pensava sobre a postura do tal supervisor. A partir daquele momento ganhei um aliado. Disse-me que estava fazendo uma investigação minuciosa sobre a administração do dito cujo e que eu deveria continuar meu trabalho como sempre fazia.
Os 30 dias se passaram rápido demais e para surpresa de todos o tal supervisor não retornou, ao invés disso, foi enviado para a Matriz onde passou três dias prestando depoimentos sobre os fatos que foram encontrados contra ele. Para surpresa de todos, ele foi demitido por justa causa, por ter fraudado a empresa nos 05 anos em que lá trabalhou. Interiormente soltei fogos e comemorei bastante, pois indiretamente contribui para que um ditadorzinho fosse deposto de seu reduto de segurança.

Mas o momento seguinte a este fato foi decisivo para que eu perdesse toda a motivação em continuar trabalhando em Conquista. Alguns dos colegas que endeusavam o tal supervisor, me acusaram indiretamente de ter armado a saída do crápula. O clima já não era dos melhores, só não ficou pior porque o novo supervisor me ofereceu uma vaga em Salvador e eu aceitei a transferência sem pestanejar. O que aconteceu dois meses depois das mudanças ocorridas na Empresa.

domingo, 23 de outubro de 2016

Um recomeço ou seria melhor um breve retorno?


Então eis que tudo se fez luz em minha mente!!
Pessoal, um agradecimento especial ao Romano, que me deu um chacoalhão para que despertasse da minha hibernação...rsrsrsrsr
Ando ainda bem ausente do mundo virtual, mas durante este 01 ano distante, pude acompanhar alguns amigos pelo Face ou pelo Instagram ou seja, não estava tão ausente assim. 
Só não tinha inspiração para escrever.
Bom, os motivos foram vários e não vou enumerá-los, porque este não é meu propósito agora ok?
Quero dizer que estou mais vivo do que nunca, com saúde, cheio de fé, esperançoso, otimista e muito pra cima. Uns quilos a menos mas com a mesma barriguinha de brejas!
Houve mudanças vertiginosas e contarei os detalhes nos textos que virão, portanto aguardem; prometo colocá-los a par de todos os detalhes dos mais sórdidos àqueles nem tanto assim.
A única certeza que tenho é que minha vida segue seu rumo, seu destino e minha consciência está cada vez mais aguçada!

Um brinde aos amigos de perto e aos de longe, em especial à cada um de vocês aqui da Blogsfera.

Beijo nos corações 

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Num Click, Nós e Eles


Então acordamos bem cedo, e mesmo cansados do passeio do dia anterior, estávamos dispostos a enfrentar os sete quilômetros, somente de ida, até chegar a famosa cachoeira do Sossego! Pegamos o carro e o deixamos fora da cidade e seguimos viagem a pé...novamente Gera, Marcio e Eu. Dessa vez sob os cuidados do Guia Marcos! Partimos então por uma trilha que é até bem tranquila, fizeram um calçamento de pedras onde se pode andar com segurança e conforto, de repente a primeira subida, nada de tão assustador. Passamos pelo ponto de apoio e alguns metros depois a coisa começa a se complicar; pedras gigantescas pelo caminho, subidas e descidas que vão tornando a viagem dificultosa e cansativa! Logo Marcos o guia sutilmente nos deixa claro que se por um acaso no meio da viagem entre dez pessoas um decidir que não quer seguir em frente, todos têm que voltar! Ele sendo responsável não podem deixar ninguém esperando no caminho e nem a pessoa retornar sozinha! A medida que subíamos, o trajeto ia se tornado mais e mais tenso, à beira de um rio muitas vezes tivemos que nos equilibrar pra não cair nas crateras entre pedras!
Nada daquilo nos desanimava, até porque nosso amigo Marcio sonhava por aquele passeio há meses e nós não queríamos decepcioná-lo! Também queríamos afinal é prazeroso vencer nossos limites! Então saltávamos sobre as pedras, como dois jovens de meia idade ou de idade e meia como queira. Muitas paradinhas pra tirar fotos e aliviar o cansaço das nossa belas pernas. Marcio e Marcos como jovens que são, seguiam à frente como alpinistas experientes e de vez em quando esperavam por nós. Vez ou outras tiravam uma onda conosco pra descontrair, deixa eles só o tempo dirá! Rsrsrs. De repente em meio ao sol escaldante que deixa as pedras infernais de quentes, um pequena fio de água impressionantemente gelada; matamos a sede, enchemos as garrafas e sebo nas canelas! Finalmente chegamos a cachoeira que um dia fora deslumbrante. Hoje por causa da degradação da natureza, ainda é um lugar bonito, mais com risco de desaparecer! Ficamos ali por algumas horas, lanchamos, descansamos e tiramos muitas fotos, e durante aquele tempinho observamos uma casal, muitos simpático, dessas pessoas cativantes, que te conquistam sem dizer uma única palavra. Aqueles dois eram bem assim! Algum tempo depois pegamos a trilha de volta e no meio do caminho acompanhamos um pequeno grupo de pessoas, e adivinhem quem estavam no meio deles? O próprio casal!! Percebemos que além de simpáticos e lindo eles também eram eloquentes e expansivos, de cara já vi ele metendo o pau no PT, entre uma conversa e outra eu meti o pau no funk, e eles de cara concordaram comigo!
Ganharam uns pontos, eles decidiram descansar um pouquinho e nós seguimos em frente! Algum tempo depois decidimos descansar e dessa vez foram eles que nos acompanharam. Então começamos uma caminhada juntos e bem agradável; fui ensinar para ela uma técnica que aprendi nas aulas de teatro, e ele sai com essa. “Já falei que da próxima vez em vou me casar com um travesti”. Não sei se foi impressão minha ou ele me chamou de travesti, mas enfim. Deixa pra lá rsrsrs. Chegamos em Ribeirão do Meio, um tipo de oásis de águas deliciosamente frias, no meio daquela seca toda. Começamos a conversar ainda com certo receio, até que Antônio nos disse que em toda viagem sempre faziam amizade como casais gays. Foi a deixa pra Gera nos apresentar como casal e pronto num piscar de olhas estávamos trocando figurinhas como velhos amigos!
Foi uma agradável surpresa, confirmando que eles eram lindos, simpáticos, eloquentes, e descolados! Adorooooo!!! E nós que já estávamos na companhia agradabilíssima do nosso amigo, lindo, descolado, o super gato Marcio! Falar desse cara é chover no molhado, só posso dizer que é uma pessoa das mais bonitas que conheço, não apenas um cara bonito mas também inteligente, educado! Uma pessoa muito agradável de se conviver! Como nada é perfeito o Marcio é heterossexual, mas tudo bem. Também não tenho preconceitos com ele! Rsrs E de repente num passe de mágica, estávamos fazendo amizade com a gatíssima Aline e seu marido o não menos gato Antônio! Estávamos nos sentindo né?
Em meio ao papo descontraído e agradável, Aline propõe que fossemos juntos para a Cachoeira do Mosquito, nem pensamos duas vezes pra dizer sim. A noite jantamos juntos uma comida deliciosa no simpático restaurante NAMORANGA indicado por eles no centro de Lençóis e no dia seguinte no horário combinado estávamos na pousada buscando Antônio e Aline. Se eu fosse contar aqui a aventura que foi essa viajem o texto se alongaria demais. Então só posso concluir dizendo que conhecer esse casal carioca incrível, foi “a cereja do bolo” que aconteceu nessa viagem! Ficamos amigos trocamos e-mails, zap e temos possibilidades de visita-los no Rio de Janeiro e vice-versa, estão convidadíssimos pra conhecer nosso humilde “cafofo”! Gratidão a Marcio Marques, Gera Souza ao casal Antônio e Aline e ao “guia Marcos”!            
 Texto: Dih Melo Sobre o nosso passeio à "Chapada Diamantina".