Pessoas que me prestigiam!!!

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

COMO TUDO COMEÇOU





 Digo que não nasci, foi uma falha do destino, erro de calculo da cegonha... Aposto que ela errou o alvo quando me jogou de lá de cima.. Sim, porque é essa a sensação... De que fui jogado naquele lugar.
Nunca me perguntem que lugar é, porque eu não vou falar o nome de onde nasci.
Apenas tente fazer uma imagem mental, de um lugar árido, tipo deserto mesmo, terra batida, de um vermelhão, lugar pobre, gente humilde, sofredora, casinhas simples. Pois é foi lá que minha mãe resolveu me trazer à luz!



 Meu apelido de infância era “bunda vermelha”! Será que alguém consegue entender o porquê desse apelido?
Talvez o fato de ter vindo de lá, seja a justificativa da minha sina de nômade, de cigano... Porque eu sinto desde quando conheci o lugar onde havia nascido.
Aliás, só fui conhecê-lo em 1975 com 14 anos, quando finalmente mamãe me levou lá... Pense numa viagem cheia de aventuras, era como estar num filme tipo “Caçadores da Arca Perdida” ou “Shangrilá – Horizonte Perdido”.

Aconteceu de tudo, ônibus quebrando no meio da estrada, chuva torrencial arrancando ponte e bloqueando passagem. Tivemos que descer do ônibus, pegar toda nossa bagagem e aguardar ao relento a chegada do outro ônibus do outro lado do rio, que a ponte tinha sido carregada pela chuva. Enquanto esperávamos, fomos procurar algum lugar para beber água, saímos em grupos desbravando no meio do mato, até acharmos uma casinha onde tinha uma senhorinha toda animada com a nossa chegada. Ela muito bondosa nos serviu água, café e biscoito, foi uma festa!

Dois dias depois chegamos à dita cuja, tudo era novidade, as pessoas com cara de bicho do mato, eu me sentia um E.T... Lembro-me que tirei fotos, sempre adorei fotos e aquilo precisava ser registrado. Eu vou ver se acho aquelas fotos, devem estar em alguma caixa dentro de algum baú...sei lá!
Ah...lugar pitoresco com gente pitoresca precisa ser codificado: me recordo da feirinha que tomava toda pracinha e avançava pelas ruazinhas, tudo era colocado em cima de lonas que ficavam no chão. Tinha de tudo um pouquinho. O que me marcou era a imagem daquela gente tão carente com cara de felicidade, fazendo a feira, pechinchando em meio à misturança de alimentos com bichos e roupas...
Não lembro quanto tempo ficamos, mas me pareceu uma eternidade, apesar de toda hospitalidade recebida, de conhecer novos parentes e fazer novos contatos; estava sufocado, decepcionado, queria sair dali pra nunca mais voltar!


Anos depois, já com 20 anos, em 1981 eu voltei para aquele mesmo lugar, para aquela mesma gente; só que desta vez pra ficar!

Mas isto é outra história que eu contarei em breve!

quarta-feira, 31 de julho de 2013

REDES SOCIAIS - VERDADES E MENTIRAS





“Todos nós já nos apaixonamos por algo que não existe”

“O ideal do compartilhamento social é que todos nos tornemos personagens em nossa vida real, como um drama hitchcockiano em tempo real”

“As redes sociais estão nos dividindo, diminuindo e nos desorientando”


((Frases de Andrew Keen))

Esclarecimento:
Ontem aconteceu um fato que mexeu comigo, me deixou com a cabeça cheia de idéias e então resolvi escrever sobre o tema. Lembrei de um artigo que havia lido há meses atrás, do Andrew Keen. Bom, antes, para ilustrar o que quero expor, copiei a entrevista e uma breve apresentação do referido autor (leiam as postagens a seguir datadas do dia 31 de Julho de 2013).

Quando tudo começou:
Conheci a internet no ano de 1998 por intermédio do meu amigo e irmão Varoleta. Nos meus primeiros passos, fui apresentado ao "ICQ" que me abriu uma porta para o mundo. Os primeiros contatos com pessoas de outras cidades, eram cheios de novidade, fantasias, criatividade e muitas enganações.
Já naquela época, costumávamos marcar encontros virtuais às cegas, com pretendentes que na tela do computador se descreviam de um jeito que a gente viajava e sonhava em encontrar o "tal príncipe encantado". Só que na maioria das vezes, esses encontros geravam decepções e algumas desilusões.

Com o passar do tempo veio o "MSN",  a princípio mais moderno, rico em detalhes e facilidades para estabelecer contatos com pessoas no mundo inteiro. A novidade reascendeu as fantasias que até então estavam guardadas pelo desgaste causado nas investidas anteriores. O fato é que o "MSN" aprimorou, abriu um leque de inúmeras opções de possibilidades de contatos em diferentes tipos de sites. É inegável que os contatos e as amizades aumentaram, mas posso afirmar que as decepções e enganações também vieram em grande número. Se de um lado as facilidades de contatos melhoraram, por outro posso dizer que "muitos perfis eram cheios de deuses gregos" que no primeiro contato se transformavam em "sapos". Você pode até pensar que a busca pelo "príncipe encantado" continuava, mas eu lhe digo: quem em sua sã consciência, não buscava preencher suas carências e suas fantasias?
Todos que "navegam por essas águas" estão em busca de múltiplas possibilidades. Afinal o ser humano é um eterno insatisfeito e está sempre ávido por novidades. Sejam elas em que áreas forem!


E atualmente fomos apresentamos recentemente ao "SKYPE", muito mais moderno que o seu antecessor, mais rápido, pratico e cheio de novidades. Mas trazendo também os mesmos vícios de todos os tipos de sites de relacionamentos e encontros. A dubiedade entre o que é verdadeiro e o que é falso, entre o que as pessoas declaram a respeito de si e o que elas inventam a seu respeito; na absurda e fantasiosa brincadeira de tentar atrair o outro. 


Minha experiência até aqui posso dizer que já foi do céu ao inferno, já experimentei de tudo. Encontrei gente bem intencionada, gente viciada, gente perdida, louca, carente e principalmente gente totalmente fora da realidade. Posso contar na palma da mão os amigos que fiz e que mantenho até hoje. Foram poucos, assim como é na vida da gente, são poucos que permanecem ao nosso lado na caminhada da vida. E posso garantir que esses poucos fazem toda a diferença nesse emaranhado de almas perdidas nas águas da web.
É sobre essas pessoas que eu quero deixar esse registro; é para elas, que estão nesse momento procurando um amigo, um ombro, uma alma solidária ou alguém com quem possam contar...
Meu apoio e incentivo para essas pessoas continuem, espalhem sua essência, deixem suas marcas, semeiem... Tenho certeza de que ainda é possível encontrar gente de verdade, sincera, honesta; e que vale a pena passar horas e horas teclando.
Esse é o grande barato de quem consegue garimpar essas pessoas preciosas aqui na web. Nem tudo está perdido nesse mundão de meu Deus!!!


Redes Sociais - Paraíso ou Inferno - Parte 2




Andrew Keen (nascido por volta de 1960) é um empresário britânico-americano e autor graduou-se naUniversidade de Londres , Berkeley e Sarajevo conhecido por sua visão crítica para a Internet e Web 2.0 .Keen acredita que a Internet degrada a cultura e desacredita as autoridades e especialistas.
Andrew Keen nasceu em Hampstead (Camden) , no norte de Londres . Graduou-se em História naUniversidade de Londres e Sarajevo . Mais tarde, fez um mestrado em ciência política na Universidade da Califórnia , Berkeley e da Universidade de Massachusetts Amherst .
Em 2006, em um ensaio sobre " The Weekly Standard " Keen escreveu que Web 2.0 é "um grande movimento utópico" semelhante a uma sociedade comunista descrita por Karl Marx . Keen sugere que quem está para baixo a sua educação, pode acessar e usar meios digitais para se expressar. "a Web 2.0 estimula sua criatividade e democratização da mídia é igual a níveis entre especialistas e amadores ", afirma Keen," o único inimigo da Web 2.0 são os mídia tradicional ".
Seu livro "Cultura de amadores" ( O culto do amador ) é baseada neste princípio, é uma continuação ou ampliação de seu ensaio. O livro publicado em 2007 é crítico de sites gratuitos que fornecem informações escritas para outros usuários, como a Wikipedia ou do blog . De acordo com Keen se fossem um complemento à cultura tradicional ou a informação, isso não seria um problema, o problema é que ele passa a ser seu substituto.
Keen preocupa e analisa os problemas comumente ignorado em tecnologia participativa . Descreve a Internet como um meio amoral como um espelho da nossa cultura. Se isso é verdade, de acordo com Keen, vemos vitalidade, entusiasmo e juventude, mas também um reflexo de muitos dos piores acontecimentos da vida cultural moderna e em particular o que ele chama de " narcisismo digitais ".
Keen atualmente escreve sobre a mídia em seu site e é o autor de um podcast AfterTV .

Redes Sociais - Paraíso ou Inferno - parte 1

Copiei abaixo uma entrevista da Revista Isto É (link anexo)

http://www.istoedinheiro.com.br/entrevistas/94773_A+MIDIA+PAGA+E+SEMPRE+MAIS+CONFIAVEL



Por João VARELLA






Assista a entrevista com Andrew Kenn





Andrew Keen, historiador e cientista político
Polêmico, Keen começou a construir sua fama internacional ao lançar, em 2007, o best seller O culto do amador (editora Zahar), traduzido para 17 idiomas. Na obra, ele faz uma crítica feroz da chamada web 2.0, a internet de cunho colaborativo. Agora, em seu novo livro, Vertigem Digital (Zahar), Keen volta sua artilharia para a superexposição provocada pelas redes sociais. O livro discute os efeitos da mídia social na economia e na sociedade. Para Keen, Facebook e Google querem “prender” os usuários. “O Facebook quer estar no site dos outros. É uma tentativa de colonizar a web”, afirma nesta entrevista à DINHEIRO. “O Google também quer colonizar a internet ao forçar seus usuários a usar aplicativos, produtos e serviços da empresa.” 

DINHEIRO – O novo livro do sr. se chama Vertigem digital. O que significa esse conceito?
ANDREW KEEN – A obra discute o impacto da mídia social na nossa identidade, mentalidade e economia. Também é a minha apreciação do longa-metragem de Alfred Hitchcock Um corpo que cai [o título original do filme é Vertigo, ou Vertigem, em tradução literal]. Nesse grande filme, de 1958, o protagonista se apaixona por uma loira que não existe. Nas redes sociais, nos enamoramos da ideia de que a internet nos une, que faz nossa vida mais fácil. Vertigem digital é também a tontura que sentimos nessa nova era social. A cada segundo, milhões de usuários atualizam seus perfis no Facebook e Twitter. Estamos na era do “tempo real”, que parece mais rápido que a vida real.
DINHEIRO – Qual foi a sua motivação para escrever a obra?
KEEN – Em 2007, lancei um livro em que criticava a web 2.0 (a rede de cunho colaborativo). Como estamos em um novo momento da história da internet, que Reid Hoffman, o fundador do LinkedIn, chama de Web 3.0, com uma profusão de dados pessoais – da qual o Facebook é o grande símbolo –, queria fazer uma crítica a essa nova etapa. Outro motivo para escrever essa obra é que pretendia discutir o que essa nova web faz de nós, seres humanos. A vida digital mudou tudo: nossas identidades, relações e, principalmente, a noção do que é público e privado. 
DINHEIRO – O sr. não enxerga nenhum benefício nas redes sociais?
KEEN – Não. Nenhum. Você tem Facebook e Twitter?
DINHEIRO – Sim
KEEN – Por quê?
DINHEIRO – Para divulgar, por exemplo, as reportagens e entrevistas que faço.
KEEN – Então você é um narcisista sujo. Mas eu também sou e faço a mesma coisa. Bom, falando sério, há benefícios óbvios na mídia social, como a realização de protestos políticos em todo o mundo e até vovós que têm uma forma barata de falar com seus netos. Mas não cabe a mim falar disso. Há dez mil entusiastas para falar das maravilhas das redes sociais, mas só há um anticristo do Vale do Silício para falar sobre o que há de errado.
DINHEIRO – Suas críticas são ouvidas no Vale do Silício?
KEEN – Trata-se de um livro ambicioso, mas não sei se vai mudar a ideia deles. Recebi um retorno de empreendedores que estão trabalhando para melhorar a privacidade nas redes sociais. 
DINHEIRO – Quando o sr. teve a ideia de escrever o livro?
KEEN – Foi quando vi o corpo de Jeremy Bentham [o cadáver do filósofo está em exposição desde o século XIX em uma universidade de Londres e hoje é conhecido como autoícone]. Vi aquilo e então surgiu a ideia de que estamos todos e virando cadáveres expostos. 
DINHEIRO – O sr. tem uma conta no Twitter. Segue alguém?
KEEN – Ninguém. Estou muito ocupado para seguir pessoas. Uso Twitter de forma antidemocrática. Só para divulgar as minhas ideias. Não leio ninguém, salvo quando falam de mim. Uso o Twitter puramente para ganho pessoal. Não sou contra as redes sociais. Preciso estar no Twitter para construir minha marca. Dependo das redes sociais tanto quanto todo mundo. A mídia social está virando a plataforma do novo século. Mas, se quisermos proteger o ser humano, também temos de esconder coisas. Esse é o desafio. 
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O criador da enciclopédia virtual Wikipédia, Jimmy Wales
DINHEIRO – Há algum tema que o sr. gostaria ter incluído no livro e não deu tempo?
KEEN  – Sim. Teria sido bom abordar essa explosão de aplicativos sociais desenhados para celulares, como o Highlight. É um software programado para revelar dados de estranhos que estão no mesmo lugar que você. Acredito que o Highlight ajude a mostrar que estou certo. O problema é que terminei o livro antes do estouro desse aplicativo. Queria também falar mais sobre o utilitarismo de Mark Zuckerberg. Por outro lado, uma das fraquezas do livro é que fui muito agressivo com o Facebook. 
DINHEIRO – Os problemas que o sr. aponta em Vertigem digital, como violação de privacidade, explicam o porquê do receio do mercado com as ações do Facebook?
KEEN – Terminei o livro cinco meses antes do IPO e fiquei surpreso com os problemas do IPO. Isso não reflete a fraqueza das redes sociais, mas talvez as dificuldades do Facebook como empresa. Zuckerberg enfrenta adversidades muito claras, como a dificuldade de transplantar o site para o celular. Minha discussão é outra, menos técnica. 
DINHEIRO – Como explicar o sucesso do Facebook?
KEEN – É como se apaixonar por alguém e dois anos depois não entender o porquê. O Facebook faz uma espécie de flerte. Há pessoas que passam o dia inteiro contando para todo o planeta o que estão fazendo, mesmo que depois isso pareça vergonhoso. O Facebook em si não é o problema. Surgirão novos sites. O Facebook hoje parece velho, mas isso é uma característica da web. É assustador e excitante, tudo se move rápido. Com exceção do Google, tudo que tem mais de dois anos parece datado. Olhe para o destino do Myspace e do Yahoo! Esse é o desafio de ser empreendedor. 
DINHEIRO – Como o Facebook lutará contra a obsolescência?
KEEN – Há cerca de três anos, Zuckerberg mudou o modelo de negócios. Em vez de tentar ser o site líder de audiência, busca ser o sistema operacional dessa web social. O Facebook quer estar no site dos outros. É uma tentativa de colonizar a web. O fato de estar perto de conseguir isso e as pessoas levarem essa discussão a sério é o que fez a empresa ser tão valorizada. O Google também quer colonizar a internet ao forçar seus usuários a usar aplicativos, produtos e serviços da empresa. Todos querem saber por onde você navega na internet.
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Mark Zuckerberg, criador e presidente do Facebook
DINHEIRO – É possível ter privacidade na era digital?
KEEN – Vamos ter de pagar pela privacidade, que será um bem escasso. E, quanto mais escasso, mais valorizado. Alguns empreendedores vão se aproveitar disso. A privacidade vai virar um luxo para quem pode e tem educação. Lamento que a vasta maioria não queira pagar por nada. Esse comportamento é uma consequência da informação gratuita, da Wikipédia e desses sites abertos. A informação com credibilidade de verdade está em veículos pagos.
DINHEIRO – Li sua página na Wikipédia. As informações pareciam corretas.
KEEN – O que diz lá?
DINHEIRO – Diz que o sr. vive na Califórnia, que escreveu livros, que é judeu.
KEEN – Já tive muitas discussões com o Jimmy Wales [criador da Wikipédia]. O problema do site não tem a ver com o fato de conter dados certos ou errados. Mesmo sites pagos estão cheios de erros. O problema é o descontrole editorial dessa enciclopédia. Não há contexto. Há artigos enormes sobre ídolos pop, mas importantes figuras históricas não estão lá. A Wikipédia dá uma versão ruim do mundo. A mídia paga é sempre mais confiável. Olhe para as notícias. Se você quiser saber o que está acontecendo no mundo, é preciso assinar um jornal ou revista, tem de pagar. Muitas pessoas são resistentes a isso. 
DINHEIRO – O sr. gostaria que sua página na Wikipédia fosse apagada?
KEEN – Gostaria de fazer isso na frente do Jimmy Wales. Seria prazeroso. Falando sério agora, não me importo. Eu me importaria se estivesse pelado. Acessei por acaso minha página na Wikipédia. Durante um debate em Oxford, com Reid Hoffman [criador do LinkedIn], tiraram uma foto de mim comendo um bolo. Coloquei o doce de uma vez só na minha boca, de propósito, e colocaram a imagem na Wikipédia. Para mim, a foto é ótima, me ajuda a mostrar a fraqueza da enciclopédia colaborativa. Reflete a falta critério do site. 
DINHEIRO – Quais as próximas grandes tendências no mundo digital?
KEEN – Estamos em uma encruzilhada. Por um lado, a vida privada será destruída. A ideia de alguns é que o mundo ficará melhor se todos se revelarem. A internet vai virar um monstro que não sabe esquecer. A privacidade será coisa do passado, como iluminação a gás e carroças. Muitos no Vale do Silício dizem isso, como o empreendedor Mike Harrington e Eric Schmidt, presidente do conselho do Google. Outro caminho é entender privacidade como algo essencial para quem somos. Talvez o governo nos ajude nisso. 
DINHEIRO – Existem tecnologias capazes de apagar os dados na internet? 
KEEN – Sim. Há cada vez mais companhias que são feitas com o objetivo de garantir privacidade, em oposição a redes sociais, como Google Plus ou Facebook, que vivem para vender nossos dados. Esse bom caminho vai nos levar a um mundo digital que faz justiça à complexidade humana. Acredito que o ser humano seja a melhor coisa já inventada, muito melhor que aplicativos ou qualquer rede social. Se formos pelo primeiro caminho, destruiremos a singularidade do ser humano, nosso mistério. Terminei meu livro, aliás, olhando para o quadro Mulher em azul lendo uma carta, do pintor holandês Johannes Vermeer. A tela mostra, na expressão da personagem, uma ideia de decepção, um segredo, um enigma. Não sabemos nada sobre ela. Quanto menos sabemos, mais interessante é a pintura. Pessoas transparentes são entediantes e bobas. Uma coisa é certa: a internet não vai sumir e precisamos discutir o que fazer com ela.

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