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sábado, 7 de setembro de 2013

DO TAMANHO NECESSÁRIO

Se hoje me perguntassem qual parte do meu corpo eu mudaria, responderia sem pestanejar: o pinto! Sim, isso mesmo apesar de atualmente desempenhar bem meu papel na banda, rsrsrs não me sinto satisfeito com meu instrumento. Passei muitos perrengues por causa dele. Ficamos muitos anos em conflitos. Já me deixou na mão em algumas situações, me decepcionou em outras, justamente pela insegurança que me proporcionava. Por vezes me deixou deprimido, mas pelo que me lembro, nem sempre foi assim. Em princípio tínhamos uma boa convivência. Quando o conheci de fato, peguei nele e vi que era uma coisa boa, tinha boas intenções e nos dávamos bem. Talvez porque eu fosse inocente demais e nem sabia ao certo, quais eram verdadeiramente suas ações e intenções. Bom, mas o que aconteceu que degringolou essa relação? Nasci com a pele (prepúcio) cobrindo totalmente a parte da cabeça do pênis (a famosa glande).
Nisso dou os parabéns aos judeus que fazem a cirurgia, retirando o excesso dessa pele, logo que os bebês nascem; a tal “circuncisão”! Sábios judeus! Pena que não nasci lá, assim não teria que passar pelo que passei... Sentia desconforto quando urinava, doía muito quando ficava ereto e incomodava bastante. Com 11 anos me sentia feliz com o tamanho dele! Foi quando minha mãe me levou ao médico e decidiu que eu deveria fazer a tal cirurgia, entrei em pânico. Não tinha noção do que iria acontecer. Por falta de informação e também por negligência médica, o resultado foi desastroso. O primeiro pensamento logo que o vi foi o seguinte: diminuíram meu pinto. Pronto! Estava feito a tragédia! Aquilo foi determinante para o resto da minha vida.
A partir daquele instante tudo mudou, ficava com vergonha e sofria calado, não conversava com minha mãe sobre o assunto e me isolava. Na escola evitava urinar junto com os outros moleques instintivamente. Meu trauma aumentou quando fui estudar na Escola de Marinheiros, aos 16 anos. Quando lá cheguei, logo no primeiro dia, após ser hospedado nos dormitórios, tive que tomar banho com outros 150 alunos/recrutas. Todos juntos em um único imenso banheiro, com dezenas de duchas. Suei frio e passei maus bocados. Não existia nenhuma privacidade, toda vez disfarçava e procurava ficar sempre por último, quando a maioria já havia tomado banho.
Esse martírio durou longos meses de incertezas e algumas situações vexatórias. Como por exemplo, na minha primeira experiência sexual com uma mulher, profissional do sexo experiente que era; não teve nenhuma paciência comigo, quando meu "famigerado" não demonstrava nenhum interesse por ela! Após um 01 ano dessa experiência frustrante iniciou o que chamaria de "a saga de uma insatisfação"... Trilhei por caminhos sem fronteiras, busquei todas as experiências possíveis. E nada melhor que a experiência pra mostrar o quanto erramos em nossos conceitos pré-fabricados. Encontrei todos os tamanhos, nos mais variados tipos físicos e para minha surpresa, tive desempenho satisfatório. Aproveitei cada oportunidade como um laboratório, procurando encontrar o remédio para meu dissabor! Nunca compartilhei esse assunto com ninguém, não foi preciso. Com o passar do tempo, fui entendendo que cada um faz sua própria cama, se é que me entendem. Há espaço para todos os tamanhos, cores e diâmetros. Não me incomodava mais o fato de não ser avantajado como eu gostaria; descobri que meu desejo não é único e povoa a mente da maioria dos machos, independente do tamanho do seu membro. A verdade que eu quero dizer é: tive meus relacionamentos com caras normais, alguns até bem dotados que não reclamaram do tamanho do meu. Nunca ocorreu nenhuma situação que não se completasse por causa disso! No entanto aquele "trauma do passado" continuava escondido dentro da minha mente e ainda teima em me apontar o dedo. Hoje bem menos incomodo graças ao meu fiel companheiro, o Meloso. Desde início do nosso relacionamento, senti segurança nele que sempre elogiava todo meu corpo. Eu adorava o modo natural e espontâneo como ele me admirava fisicamente.
Cativou-me por completo. Com o passar dos anos, descobri a nobreza do seu sentimento e da sua atração por mim, a ponto de me abrir com ele e contar todos os "meus temores do passado". Sua reação positiva foi como um antídoto que funciona até hoje. Ele que tem o membro mais perfeito que já vi, me ensinou que tamanho não é atestado de felicidade! Bom, isso é a mais pura verdade, mesmo assim só pra enxotar de vez a "neura", ainda me vejo olhando no espelho e pensando: "mas bem que uma cirurgia pra aumentar o tamanho do "garoto" não seria nada mal!” hahahahahahahaha...Mas isso é uma outra história...