Passei alguns dias em pleno sertão da Bahia. Fui visitar meus familiares, tava precisando de colo e cafuné! Especialmente do meu "tio/paizão" Beto! Sempre alegre, brincalhão e aproveitando a vida com muita sagacidade! Na cidade de Macaúbas fazia um calorzão de 30 graus! Ela é famosa por celebrar o São João de forma bem tradicional, com fogueira e muita comilança! Nessa epoca todos os migrantes retornam pra matar saudades desse pedacinho de paraiso! Tomei muito quentão, dancei bastante forró e enchi a pança com aquelas comidas regionais feitas especialmente pelo meu adorado tio Beto. Neste ano especialmente havia a presença de minha prima com seu marido portugues, um gentleman, que nos brindou com legítimo vinho portugues! Nem precisa dizer que passei dias agradáveis com muitas gargalhadas e folias!
Colocarei algumas fotos desses momentos memoráveis!
E pra celebrar tudo isso, um presente dos céus ao retornar pra casa!
Era
o ano de 1986, eu com 25 anos, estava vivendo a melhor fase da vida, até então!
Morava no Recife, em plena praia de Boa Viagem, de frente para o mar! Era
Encarregado de Padaria e gerenciava 15 pessoas. Trabalhava há alguns
quarteirões de casa. Na hora do almoço, até dava pra dar uns mergulhos na praia.
Me sentia importante e feliz!
Num belo dia, vislumbrei a beleza de um
pernambucano, passeando pelo centro da cidade. Seu sorriso me cativou e a
atração foi imediata. Naquele tempo eu acreditava em amor à primeira vista!
Logo estávamos morando juntos e em pouco tempo, o que parecia ser um sonho
encantado virou pesadelo! O cara se mostrava extremamente ciumento até mesmo
com a sombra. Eu protelava, pois acreditava se tratar de amor, até o dia em que
ele me encontrou na praia conversando com um amigo e o agrediu!
Começou
a me privar da companhia dos meus amigos e estabeleceu horários para eu ficar
dentro de casa. Chegou ao cumulo de colocar o porteiro do prédio me vigiando!
Minha vida passou a ser páginas de cadernetas. A gota d’agua aconteceu, quando
ele ficou sabendo que eu havia passado a tarde, bebendo cerveja com um amigo!
Chegou em casa, pegou uma faca e começou a me ameaçar, dizendo coisas
horríveis. Me desvencilhei, abri a porta e saí correndo escadaria abaixo. Ele
no meu encalço querendo me matar! Eu gritava desesperado para os vizinhos
abrirem as portas, até que uma senhorinha me deu guarida! Entrei me escondi até
o dia seguinte! Esperei ele sair, arrombei a porta, peguei minhas coisas, pedi
demissão do trabalho e voltei pra São Paulo! Humilhado fui pedir ajuda à minha
mãe, que me aceitou de braços abertos! Depois de tantos anos distantes um do
outro, nossa reaproximação foi difícil, nossos diálogos sempre foram truncados,
nervosos, agitados. Discutíamos principalmente porque ela nem queria argumentar
sobre minha sexualidade. Não aceitava e pronto! Era um tabu, falar sobre isso!
Consegui emprego no Banco Itaú e aceitei convite de minha “tia Madá” para
frequentar um grupo de atletas; ela sabia que que adorava jogar bola! Encontrei
um grupo de pessoas alegres, felizes, bonitas e abastados! Quer recepção
melhor? Uma vez por semana sempre havia alguma atividade! Nem imaginava que
aquelas reuniões, se transformariam em grupos de debates cada vez mais
envolventes! Era o “Atletas de Cristo”, grupo que ficou famoso nos anos 80,
pela forma descontraída e pela linguagem informal e familiar; reunia atletas de
várias modalidades, classes sociais e grupos étnicos. Conheci o Muller, o
Silas, o Alex Dias Ribeiro entre outros atletas famosos! Aceitei fazer parte do
grupo e frequentei a Igreja Batista do Morumbi, uma igreja de ricos! Agora,
imaginem, como um pobre coitado como eu, que morava na Vila Nova Cachoeirinha
(Zona Norte) poderia fazer parte daquele grupo? Só DEUS mesmo!
Essa lua de mel
durou alguns anos, nesse período experimentei ideais elevados, inseridos no meu
contexto de vida! Na busca de iluminação espiritual e objetivos nobres
cristãos, não praticava sexo com ninguém e raramente me masturbava! Quando isso
acontecia batia arrependimento! Até minha mãe deu trégua e passou a acreditar na
transformação que havia acontecido dentro de mim! Mergulhei de cabeça no
“protestantismo”, fiz teologia, descobri os segredos por trás dos púlpitos,
conheci pessoas incríveis, com boas intenções me auxiliando em tudo! Até que
comecei a namorar uma garota, da mesma idade e um conflito brotou na minha
cabeça. Naquela época estávamos nos preparando para sermos missionários entre
os “muçulmanos” e teríamos que oficiar o casamento antes de ir pra linha de
frente. Daí eu pensei: como vou casar com uma mulher sem conhece-la
sexualmente? Eu ainda sentia atração por homens, mas conseguia controlar.
Dúvida cruel! Então quando sugeri que fizéssemos sexo, ela achou um absurdo!
Não deu outra, desisti de tudo e de todos. Me senti aliviado, tirei um peso da
minha consciência!
Nesse
período fui surpreendido com o diagnóstico de Câncer de Colo do Útero em minha
mãe. Desde o começo ela soube do que se tratava e iniciou o tratamento cedo,
fez os procedimentos para impedir o avanço da doença. Fiquei ao seu lado em
todo instante! Mas como sempre tivemos dificuldades de diálogo, não falávamos
sobre a doença, ela sofria com fortes dores e muitas vezes tinha que leva-la ao
serviço de emergência. Nos apegamos à religião na tentativa de aliviar o peso
da situação! Mesmo assim minha mãe não era uma pessoa otimista e deixou se
abater. Em pouco tempo o câncer se espalhou para outros órgãos e na
impossibilidade de tratamento em casa, tive que coloca-la em um hospital para
receber suporte e medicamentos necessários, mesmo contra sua vontade. Ela ficou
com raiva de mim e não falava comigo, quando ia visita-la diariamente. Lembro
que aquela situação toda me deixava extremamente mal e só conseguia forças em
DEUS! Foram dias terríveis! Eu ficava horas vagando pelas ruas na busca de
respostas. Até o fatídico dia em que recebi a notícia do seu falecimento. Saí
desesperado até o hospital, quando lá cheguei me levaram para ver seu corpo,
uma imagem aterradora nunca saiu da minha cabeça: ela deitada com os olhos
abertos e uma expressão de medo e solidão latente em seus olhos.
Cena de uma
morte sofrida. Aquilo me destruiu! Xinguei as enfermeiras por deixa-la daquele
jeito! Um abismo se abriu sob meu chão. Me revoltei e culpei DEUS por anos. Me
joguei no mundo sem eira nem direção, vivia anestesiado, procurava não pensar.
Me drogava. Fazia sexo sem nenhuma prevenção. Estava me punindo pela culpa de
não ter sido o filho ideal; de não ter conseguido falar o que um filho deve
falar para sua mãe; por nunca ter nos abraçado e beijado ou expressado carinho;
por deixa-la morrer sozinha!
Precisei de anos de terapia e libertação para
conseguir superar tudo isso. Pela graça e misericórdia do “Nosso Paizão
Celestial” que nunca me abandonou, obtive a redenção!
Hoje não existem sequelas
e toda as cicatrizes foram curadas! Sobre isso eu falarei em uma próxima
oportunidade.
Eu somente passei para o outro lado do
Caminho. Eu sou eu, vocês são vocês.
O que eu era para vocês, eu continuarei
sendo. Me deem o nome que vocês sempre me deram,
Falem comigo como vocês sempre fizeram.
Vocês continuam vivendo no mundo das criaturas,
Eu estou vivendo no mundo do Criador. Não
utilizem um tom solene ou triste,
Continuem a rir daquilo que nos fazia rir
juntos. Rezem, sorriam, pensem em mim. Rezem por mim.
Que meu nome seja pronunciado como sempre
foi, sem ênfase de nenhum tipo.
Sem nenhum traço de sombra ou tristeza. A
vida significa tudo o que ela sempre significou, o fio não foi cortado.
Porque eu estaria fora de seus pensamentos,
agora que estou apenas fora de suas vistas?
Eu não estou longe, apenas estou do outro lado
do Caminho...
Vocês que aí ficaram, sigam em frente, a
vida continua, linda e bela como sempre foi....
(Agostinho, 400 DC)
Alguns de vocês ficaram sabendo que eu perdi um grande amigo
gaúcho, covardemente assassinado pelo próprio companheiro, há duas semanas
atrás. Na mesma semana a mãe de outro grande amigo mineiro, faleceu de repente!
E pra completar tomamos conhecimento que a vó de outro grande amigo também
havia falecido, vitimada de doença! Antes deles, em 2007, meu tio Valdeto foi
vencido pelo alcoolismo! Ninguém está preparado para receber a notícia da morte
de uma pessoa querida. Imaginem recebe-la em dose tripla e na mesma semana.
Punk total! Daí eu, no meu luto, involuntariamente fui levado a pensar na morte
e como ela entrou na minha vida. Recordo-me dos meus 11 anos, eu tinha uma
prima que era um ano mais nova. Lembro-me de nossas brincadeiras e que éramos
como irmãos. Repentinamente ficamos sabendo que ela tinha um problema no
coração e logo veio a falecer. Eu não conseguia compreender como aquilo era
possível. Foi uma tristeza geral! Três anos depois; meu único irmão, morreu num
acidente de transito! Outro baque, principalmente para minha mãe, que sofreu
muito e eu acompanhei de perto. Anos depois, já morando na Bahia, recebi a triste
notícia de que meu tio Airton, havia falecido, debilitado pelo vício da bebida!
No final dos anos 80, um grande amigo se foi vítima da AIDS. Mas o pior ainda
estava por vir. Quando minha mãe foi diagnosticada com câncer, fizemos todos os
tratamentos possíveis, não adiantou; ela se entregou, ficou deprimida e logo a
morte lhe sugou...literalmente! Algo morreu dentro de mim, junto com ela!
Fiquei anos sofrendo, com sua última imagem, cheia de dores e sofrimento! Três
anos depois, foi a vez de minha querida Vovó. No entanto desta vez, tudo foi
diferente! Minha vó estava com idade avançada e um pouco senil. As melhores
lembranças que eu tenho dela, estão bem fortes dentro de mim! Conversávamos
sobre coisas do passado, ela me contava seus segredos e os da nossa família. Eu
ouvia fascinado! Ela adorava quando eu cortava suas unhas, algo que ninguém
fazia! Tínhamos uma cumplicidade; logo eu que cheguei a ser a ovelha negra da
família! Agora, era considerado o melhor neto! Até orava com ela! Estava por perto
quando ela tranquilamente fez sua passagem, tinha a mesma expressão calma e
serena. Também recentemente passei uma das experiência muito dolorosa, com a
morte prematura do meu jovem primo William, com apenas 24 anos. Cheio de saúde,
num certo dia sem nenhuma explicação passou mal, levado ao hospital, foi diagnosticado
com pneumonia. Dias depois entrou em coma onde passou 32 dias vindo a falecer.
Foi triste demais ver um jovem partir de forma tão inexplicável, um duro golpe para
minha tia perder seu amado filho. Graças a Deus, religiosa como ela é teve o
conforto de acreditar que Ele o levou porque precisava dele lá no céu. Mas a
experiência que me redimiu em relação à morte, foi a do pai de uma grande
amiga. Homem letrado, culto, graduado, professor de português do renovado
Colégio Sion, em São Paulo. Ele tinha câncer no intestino e estava desenganado
pelos médicos. Não queria ninguém por perto, mas precisava de acompanhamento 24
horas por dia. Então, quando nos conhecemos, aceitou que eu ficasse ao seu
lado. Cuidei dele por dois meses, dava remédios, alimentação, banho, limpava
sua colostomia e o mais incrível, tínhamos papos divertidos sobre
acontecimentos gerais, mas nunca sobre a morte! Ficava impressionado com sua
tranquilidade diante da iminência da finitude de sua vida! Ele sabia que iria
morrer, mas isso não o abatia! Quando ele piorou e a emergência veio busca-lo,
eu o acompanhei nos seus últimos instantes nesse plano! Estava sedado o tempo
todo, passei a noite com ele. Logo de manhã bem cedinho, fazia um friozinho,
quando olhei para ele, senti que estava partindo. Ajoelhei-me e orei para que
os anjos recebessem sua alma e então uma lágrima solitária, rolou em sua face
de forma doce e suave! Entendi então que a nossa vida é singela e a linha que a
separa é sutil e tênue!
“Quando eu pensar que aprendi a viver, terei aprendido a morrer.”
Leonardo da Vinci (1452-1519)
Amigos e colaboradores, Estou aqui para compartilhar um momento triste, terrível, desses em que somos pegos de surpresa em que o chão parece se abrir e um buraco imenso nos invade... Ontem a tarde fiquei sabendo da morte trágica de um ótimo amigo, um cara do bem, parceiro, bondoso, atencioso, conselheiro, fino, culto, educado, um gentleman!!!
Nos conhecemos nos inicio dos anos 90 e desde os primeiros instantes ficamos tão amigos que logo estávamos nos correspondendo (era o tempo em que adorávamos trocar cartas)! Nunca me esqueço quando ele me convidou para conhecer sua cidade. Fiquei hospedado em sua casa, fui recepcionado por sua mãe Dona Liliam que cuidava de mim como se eu fosse seu filho. Era pra ficar um mês apenas, acabei ficando três! Me deu a chave de sua casa e disse que não me preocupasse com horários pra chegar, se levantar ou sair. Quem mais faz isso nos dias de hoje? Vale salientar que sempre fomos amigos-irmãos, nada além disso! Nossa relação era essencialmente fraterna; cheia de afeição, identidade, semelhança, parentesco e afinidades! Ao saber sobre o motivo do seu assassinato, fiquei em estado de choque! Ele sempre foi reservado, conservador, levava uma vida segura e rotineira. Amadurecido pela vida, buscava a felicidade como todo mortal. Numa dessas encruzilhadas da vida, encontrou um rapaz muito mais novo, por quem se apaixonou. Ao longo de uma relação doentia em que seu amor não era correspondido na mesma intensidade com que ele se doava e investia na tentativa de que o outro um dia mudasse e melhorasse. Mas com o tempo seu príncipe virou um sapo, coisa que já era desde o princípio, somente ele não enxergava isso! O cara era um parasita, um verme, um sanguessuga! Sugou tudo dele e no final dos quase dez anos juntos, quando já não restava mais nenhum tipo de sentimento, o monstro covardemente o esfaqueou até a morte, quando ainda dormia e depois num surto psicótico, provavelmente levado pela culpa, acabou dando cabo da própria vida, reiterando sua inutilidade! Se atirando do 11º andar, do prédio onde moravam! Minha noite foi cheia de temores, de visões da morte, de incertezas, de impotência. Não consegui pregar os olhos, minha mente era um turbilhão e os pensamentos não se acalmavam! Como? Como um ser humano pode acabar assim com a vida de seu companheiro, depois de tantos anos de convivência, de tanto amor e carinho lhe dedicado? Nada justifica ato tão bárbaro...
Sexta a noite, sozinho em casa, pensando com meus botões!! Ouvindo musica e revirando o baú... E então eu me vejo totalmente carente de família como nunca estive antes... Todos estão distantes... como sempre foi... aliás fui eu que quis assim... Eu escolhi viver assim e agora pago o preço pelas minhas escolhas!! Entendam que eu não estou arrependido de nada... jamais! Apenas um pouco carente... só isso! E queria compartilhar com vocês... esse momento de carência.
E também deixar 02 videos bem bacanas e emocionantes pra mexer um pouco com vocês!! Grande beijo e meu carinho!!
Este segundo é continuação do primeiro - não deixem de assistir!! É lindo demais!!!
Quero agradecer à TODOS que me enviaram palavras de ânimo e me ajudaram
a me levantar!
Recebi este brilhante texto de um cara que eu admiro muito e gostaria de
compartilhar com vocês...
( É longo, vale a leitura, mas se preferirem podem ir direto ao vídeo que é
a representação artística do texto )
Deliciem-se!!!!
Breve texto fresquinho...
Um dia você aprende
(Texto em prosa atribuído a William Shakespeare)
Depois de algum tempo, você
aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma.
E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre
significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes
não são promessas.
E começa a aceitar suas
derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não
com a tristeza de uma criança.E aprende a construir todas as suas
estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e
o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de um tempo você
aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo. E aprende que não
importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se
importam... E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo
de vez em quando e você precisa perdoá-la, por isso. Aprende que falar pode
aliviar dores emocionais.
Descobre
que se levam anos para se construir confiança e apenas segundos para
destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante das quais se
arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a
crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na
vida, mas quem você tem na vida.
E que bons amigos são a
família que nos permitiram escolher. Aprende que não temos que mudar de amigos
se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem
fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.
Descobre
que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito
depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras
amorosas, pode ser a última vez que as vejamos.
Aprende que as
circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos
responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os
outros, mas com o melhor que pode ser.
Descobre que se leva muito
tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto. Aprende que
não importa onde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde
está indo, qualquer lugar serve.
Aprende que, ou você
controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser
fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja
uma situação, sempre existem dois lados.
Aprende
que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as consequências.
Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes a pessoa
de quem você espera um chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a
levantar-se.
Aprende
que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que
você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou.
Aprende que há mais dos seus
pais em você do que você supunha. Aprende que nunca se deve dizer a uma criança
que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia
se ela acreditasse nisso.
Aprende
que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá
o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que
você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama, contudo o que pode,
pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou
viver isso.
Aprende que nem sempre é
suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a
perdoar-se a si mesmo. Aprende que com a mesma severidade com que julga, você
será em algum momento condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu
coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte.
Aprende que o tempo não é
algo que possa voltar para trás.
Portanto...
plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga
flores.
E você aprende que realmente
pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois
de pensar que não se pode mais.
E que realmente a vida tem
valor e que você tem valor diante da vida!
Nem sempre tudo é alegria, festa, sorrisos, amigos e tudo mais... definitivamente não! Existem aqueles momentos que nada dá certo, mesmo que você faça inúmeras tentativas para que as coisas saiam da melhor maneira possível... Sinto-me impotente, amarrado, impossibilitado... sem direção! Ou melhor, não sei onde está a luz no fim do túnel... alguém aí pode me dizer? É um daqueles momentos em que todo ser humano um dia tem que passar. Por que? Vai saber... Não sei o que falar ou o que escrever... só preciso desabafar...
Peço que orem e rezem por mim! Minha cabeça está um turbilhão... não sei o que fazer com tantos pensamentos.. alguns bons outros nem tanto! Alguém já disse que DEUS não nos dá um peso maior do que aqueles que aguentamos carregar... Será?? Eu pergunto cadê DEUS? Alguém pode me dizer onde ELE está? Deve estar muito ocupado com tanta coisa acontecendo nesse mundão...
Prestes a completar 53 anos, descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente
do que já vivi até agora. Tenho muito mais passadodo que
futuro. Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas. As
primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói os
caroços. Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em
reuniões onde desfilam egos inflamados. Inquieto-me com invejosos tentando
destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte. Já não
tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre
vidas alheias que nem fazem parte da minha. Já não tenho tempo para administrar
melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos. Detesto
ter que me desculpar quando faço uma brincadeira idiota e a outra pessoa pensa
que tentei magoá-la. As pessoas não debatem conteúdos, só o superficial. Meu
tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem
pressa… Quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus
tropeços e falhas e de si mesmo; não se encanta com triunfos, não se considera
eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade e não se acha dono de nenhuma
verdade! Caminhar com pessoas de verdade. O essencial faz a vida valer a pena.
E para mim, basta o essencial! Hoje posso afirmar sem nenhum receio ou temor de
que estou vivendo o tempo que foi destinado para mim!!!
(Parafraseando
Mário Pinto de Andrade (1928-1990) - escritor angolano)
A palavra “PAI” não tem nenhuma
referência pra mim. Não sei o que significa ou o que ela representa. Talvez
seja exagero da minha parte começar falando dessa forma. Meu sentimento é
verdadeiro e a primeira coisa que penso quando vou escrever é que, tem que ser
genuíno e verdadeiro! Não tenho a pretensão de ser emotivo ou coisa do tipo.
Minha intenção é tentar desvendar o emaranhado que envolveu minha vida durante
muitos e muitos anos. Esse é o motivo maior que me leva a descrever meus sentimentos e entendimento...
Tentei em vão por longos anos,
justificar o que a falta da figura paterna, havia provocado em mim. Era uma busca
absurda, imaginando que, buscar a resposta, me faria ser diferente do que eu
era. O sentimento era confuso. Não tinha referências, como já disse. Mas era
uma busca e eu fiz dela meu objetivo, em vão! Porque não cheguei a nenhuma
resposta conclusiva! Mas fazendo um contraponto com tudo isso, preciso contar
minha história nua e crua. Daí minha primeira recordação da figura paterna, me
remete ao meu tio Beto!
Ele foi o quinto de dez irmãos, depois dele, veio minha
mãe a primeira mulher. Lembro-me que foi ele quem me deu o primeiro presente de
natal, um caminhãozinho! E que felicidade seu gesto me trouxe. Me lembro da
figura dele, porque ele era presente o tempo todo! Na medida em que eu ia
crescendo e entendendo a constituição de uma família, ficava visível pra mim o
que ele representava.
Antes preciso falar do meu
sentimento para com minha mãe; porque os sentimentos se misturavam, já que pra
mim ela foi mãe e pai durante sua existência. Quando a família de nordestinos migrou
para São Paulo, minha mãe e meus tios precisaram trabalhar para sustentar a
todos; então quem cuidava de nós era minha “avó Chica”. Eu era mais apegado a ela e demorei algum tempo para chamar minha mãe de mãe. Depois disso,
quando minha mãe percebeu que havia algo errado nessa criação, me trouxe para
mais perto dela, levando-me de tira-colo por onde quer que fosse. Nessa época
eu já sabia que faltava um pai, coisa que eu nunca havia tido antes;
mesmo que
ninguém falasse sobre o assunto. Só sentia intimamente! Percebendo isso, minha
mãe fez inúmeras tentativas para me dar um pai. Lembro-me de todos os
pretendentes. Alguns até que se esforçaram outros nem fizeram questão, só
estavam a fim de se lambuzarem. Devido a minha infantilidade e medo a maioria
eu dava um jeito de rejeitar. Por isso, hoje posso dizer que foi muito confuso
para mim. Sentia falta de um pai e quando havia a possibilidade, eu os
afugentava! Em meio a tudo isso, a figura do meu tio Beto se destacava. Sempre
auxiliando, brincando, ajudando e dando exemplo. Ele casou e continuou o mesmo,
eu diria melhor, foi tendo seus filhos e não se esqueceu de nós; porque ele não
foi só o meu exemplo de pai; ele foi pra mim e para meus primos também! Meu tio
Beto sempre foi diferenciado em tudo! Enquanto os outros eram mais individuais,
ele olhava por todos nós! Anos depois seguiu seu caminho e foi criar sua
família lá na Bahia. Senti muito a falta que ele fazia.
Quando fiquei independente, saí
pelo mundo. Na medida em que fazia amigos, me aproximava dos pais deles na
tentativa de entender como eram os relacionamentos deles. Aprendi muito com
isso. Descobri que independente da cultura, da classe social, de qualquer coisa
e da relação que havia entre eles, cada pai tinha seu valor e seu demérito. Não
havia pai perfeito ou modelo para nenhum deles e a grande maioria lidava com o
pai que tinha. Pelo menos tinham a presença, mesmo que indiretamente! Conheci
muitos pais de meus amigos que eram do “tipo paizão”, daqueles que dá vontade
da gente ficar abraçado e não largar mais. Um em especial tenho muito carinho:
vamos chamá-lo de “Seu Julio”. Pai de meu amigo “Lino” e de outros três belos
rapazes, todos bem criados e alimentados, cursavam faculdade, moravam na vila
mariana, bairro classe média de São Paulo. “Seu Julio” era descendente de
espanhol, tipo mediano, troncudo, cabelos pretos lisos, um olhar penetrante e
um sorriso largo de gente boa. Os filhos saíram verdadeiras obras de arte.
Todos moldados, um mais lindo que o outro. Fruto da mistura de espanhóis com portugueses,
por parte de mãe. Muitas vezes ia almoçar com eles aos domingos e me sentia
especial por participar daquele banquete em família. Dava pra
notar a coesão que havia! Por exemplo; dormiam todos no mesmo quarto em dois
beliches, compartilhavam o mesmo guarda-roupa e alguns até as mesmas roupas. Só
não dividiam os perfumes, cada um tinha o seu. Eu achava aquilo tudo o máximo!
Vocês devem estar pensando: família perfeita! Nada disso, cada filho tinha seus
problemas e muitas vezes me confidenciavam seus medos. E eu cá com meus botões
pensava, “como pode né, uma família tão bonita, bem resolvida financeiramente,
com um paizão daqueles, ter tantos problemas?”. E foram muitos os exemplos que
DEUS me proporcionou, me mostrando que muitas vezes a ausência de um pai, não
se faz apenas fisicamente!
E fui crescendo, me tornando
adulto e cada vez mais responsável pelos meus erros e acertos. Com o passar do tempo, a falta de um pai
deixou de ser minha busca, já nem importava mais e assim é até hoje! Não
conheci e nem vou conhecer meu pai! Ele já não existe dentro de mim!
Falo isso de forma natural e
tranqüila. Nunca precisei de ninguém pra chegar até aqui. Nunca passei por cima
de ninguém! O que aprendi foi com os exemplos dos outros. E nisso sou grato
pelas pessoas que conheci, pelos filhos e por seus pais. Principalmente por meu
tio Beto, que continua firme e forte, hoje morando na terra do forró, na cidade
de Macaúbas no interior da Bahia. Criou três belos filhos, todos casados, que
lhe deram belos netos. Na última vez que nos vimos ele me recebeu em sua bela
casa. Eu e meu companheiro Meloso. Fez questão de nos colocar em um quarto exclusivo
só pra nós. Tratou-nos com tanta gentileza e carinho, que nos proporcionou um
dos melhores momentos de nossas vidas! Tio Beto é desses homens que toda mulher
gostaria de ter, pai carinhoso, homem responsável, gosta de cozinhar, sabe
cuidar de uma casa, melhor que muitas mulheres, bonachão sempre de bom humor,
por isso que minha tia Cida, esperta que é, está com ele até hoje, pertinho das
“bodas de ouro”! Vida longa ao meu tio Beto!
Claro que sou grato a minha mãe,
por ter me ensinado a ser a pessoa que sou! Só lamento por ela nunca ter
encontrado o homem que a fizesse feliz, mas isso é uma outra história!
Sou muito grato a DEUS, que é
TUDO pra mim, mesmo sem muitas vezes saber entender “como” ELE é meu PAI! Só
sei que “ELE é o meu verdadeiro PAI”!!!
Resumindo: tive e tenho amigos
com seus respectivos pais, de todas as formas e gêneros. Continuo me apegando a
eles, mas sem mais querer buscar exemplos neles. Vejo muitas vezes a história
se repetir e daí me vêm uma certeza: cada relacionamento tem sua base, sua raiz
e os fatores que permearão suas vidas, por muitos e muitos anos!!!
Sempre gostei de esportes. Foi através do esporte que eu me senti pela primeira vez fazendo parte de algo! Uma sensação indescritível de ser importante, praticando algo que todos admiravam... Meu sonho era poder unir todos!! Com o passar do tempo, o esporte foi perdendo sua magia e alegria! Este vídeo me remete aos bons tempos em que os seres humanos se respeitavam!! Não acredito que isso voltará a acontecer um dia!!!