segunda-feira, 7 de abril de 2014

UM MOMENTO DE INTROSPECÇÃO

Nem sempre tudo é alegria, festa, sorrisos, amigos e tudo mais... definitivamente não!
Existem aqueles momentos que nada dá certo, mesmo que você faça inúmeras tentativas para que as coisas saiam da melhor maneira possível...
Sinto-me impotente, amarrado, impossibilitado... sem direção!
Ou melhor, não sei onde está a luz no fim do túnel... alguém aí pode me dizer?
É um daqueles momentos em que todo ser humano um dia tem que passar. Por que? Vai saber...
Não sei o que falar ou o que escrever... só preciso desabafar...

Peço que orem e rezem por mim!
Minha cabeça está um turbilhão... não sei o que fazer com tantos pensamentos.. 
alguns bons outros nem tanto!
Alguém já disse que DEUS não nos dá um peso maior do que aqueles que aguentamos carregar...
Será??
Eu pergunto cadê DEUS? 
Alguém pode me dizer onde ELE está?
Deve estar muito ocupado com tanta coisa acontecendo nesse mundão...


domingo, 19 de janeiro de 2014

Estou de volta...melhor..mais seguro e mais baiano do que nunca!!!


Chegou o meu tempo

Prestes a completar 53 anos, descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Tenho muito mais passado do que futuro. Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói os caroços. Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte. Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha. Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos. Detesto ter que me desculpar quando faço uma brincadeira idiota e a outra pessoa pensa que tentei magoá-la. As pessoas não debatem conteúdos, só o superficial. Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa… Quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços e falhas e de si mesmo; não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade e não se acha dono de nenhuma verdade! Caminhar com pessoas de verdade. O essencial faz a vida valer a pena. E para mim, basta o essencial! Hoje posso afirmar sem nenhum receio ou temor de que estou vivendo o tempo que foi destinado para mim!!!

(Parafraseando Mário Pinto de Andrade (1928-1990) - escritor angolano)

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

“Sem pai, sem eira e nem beira”



A palavra “PAI” não tem nenhuma referência pra mim. Não sei o que significa ou o que ela representa. Talvez seja exagero da minha parte começar falando dessa forma. Meu sentimento é verdadeiro e a primeira coisa que penso quando vou escrever é que, tem que ser genuíno e verdadeiro! Não tenho a pretensão de ser emotivo ou coisa do tipo. Minha intenção é tentar desvendar o emaranhado que envolveu minha vida durante muitos e muitos anos. Esse é o motivo maior que me leva a descrever meus sentimentos e entendimento...
Tentei em vão por longos anos, justificar o que a falta da figura paterna, havia provocado em mim. Era uma busca absurda, imaginando que, buscar a resposta, me faria ser diferente do que eu era. O sentimento era confuso. Não tinha referências, como já disse. Mas era uma busca e eu fiz dela meu objetivo, em vão! Porque não cheguei a nenhuma resposta conclusiva! Mas fazendo um contraponto com tudo isso, preciso contar minha história nua e crua. Daí minha primeira recordação da figura paterna, me remete ao meu tio Beto!
Ele foi o quinto de dez irmãos, depois dele, veio minha mãe a primeira mulher. Lembro-me que foi ele quem me deu o primeiro presente de natal, um caminhãozinho! E que felicidade seu gesto me trouxe. Me lembro da figura dele, porque ele era presente o tempo todo! Na medida em que eu ia crescendo e entendendo a constituição de uma família, ficava visível pra mim o que ele representava.
Antes preciso falar do meu sentimento para com minha mãe; porque os sentimentos se misturavam, já que pra mim ela foi mãe e pai durante sua existência. Quando a família de nordestinos migrou para São Paulo, minha mãe e meus tios precisaram trabalhar para sustentar a todos; então quem cuidava de nós era minha “avó Chica”. Eu era mais apegado a ela e demorei algum tempo para chamar minha mãe de mãe. Depois disso, quando minha mãe percebeu que havia algo errado nessa criação, me trouxe para mais perto dela, levando-me de tira-colo por onde quer que fosse. Nessa época eu já sabia que faltava um pai, coisa que eu nunca havia tido antes;
mesmo que ninguém falasse sobre o assunto. Só sentia intimamente! Percebendo isso, minha mãe fez inúmeras tentativas para me dar um pai. Lembro-me de todos os pretendentes. Alguns até que se esforçaram outros nem fizeram questão, só estavam a fim de se lambuzarem. Devido a minha infantilidade e medo a maioria eu dava um jeito de rejeitar. Por isso, hoje posso dizer que foi muito confuso para mim. Sentia falta de um pai e quando havia a possibilidade, eu os afugentava! Em meio a tudo isso, a figura do meu tio Beto se destacava. Sempre auxiliando, brincando, ajudando e dando exemplo. Ele casou e continuou o mesmo, eu diria melhor, foi tendo seus filhos e não se esqueceu de nós; porque ele não foi só o meu exemplo de pai; ele foi pra mim e para meus primos também! Meu tio Beto sempre foi diferenciado em tudo! Enquanto os outros eram mais individuais, ele olhava por todos nós! Anos depois seguiu seu caminho e foi criar sua família lá na Bahia. Senti muito a falta que ele fazia.
Quando fiquei independente, saí pelo mundo. Na medida em que fazia amigos, me aproximava dos pais deles na tentativa de entender como eram os relacionamentos deles. Aprendi muito com isso. Descobri que independente da cultura, da classe social, de qualquer coisa e da relação que havia entre eles, cada pai tinha seu valor e seu demérito. Não havia pai perfeito ou modelo para nenhum deles e a grande maioria lidava com o pai que tinha. Pelo menos tinham a presença, mesmo que indiretamente! Conheci muitos pais de meus amigos que eram do “tipo paizão”, daqueles que dá vontade da gente ficar abraçado e não largar mais. Um em especial tenho muito carinho: vamos chamá-lo de “Seu Julio”. Pai de meu amigo “Lino” e de outros três belos rapazes, todos bem criados e alimentados, cursavam faculdade, moravam na vila mariana, bairro classe média de São Paulo. “Seu Julio” era descendente de espanhol, tipo mediano, troncudo, cabelos pretos lisos, um olhar penetrante e um sorriso largo de gente boa. Os filhos saíram verdadeiras obras de arte. Todos moldados, um mais lindo que o outro. Fruto da mistura de espanhóis com portugueses, por parte de mãe. Muitas vezes ia almoçar com eles aos domingos e me sentia especial por participar daquele banquete em família. Dava pra notar a coesão que havia! Por exemplo; dormiam todos no mesmo quarto em dois beliches, compartilhavam o mesmo guarda-roupa e alguns até as mesmas roupas. Só não dividiam os perfumes, cada um tinha o seu. Eu achava aquilo tudo o máximo! Vocês devem estar pensando: família perfeita! Nada disso, cada filho tinha seus problemas e muitas vezes me confidenciavam seus medos. E eu cá com meus botões pensava, “como pode né, uma família tão bonita, bem resolvida financeiramente, com um paizão daqueles, ter tantos problemas?”. E foram muitos os exemplos que DEUS me proporcionou, me mostrando que muitas vezes a ausência de um pai, não se faz apenas fisicamente!
E fui crescendo, me tornando adulto e cada vez mais responsável pelos meus erros e acertos.  Com o passar do tempo, a falta de um pai deixou de ser minha busca, já nem importava mais e assim é até hoje! Não conheci e nem vou conhecer meu pai! Ele já não existe dentro de mim!

Falo isso de forma natural e tranqüila. Nunca precisei de ninguém pra chegar até aqui. Nunca passei por cima de ninguém! O que aprendi foi com os exemplos dos outros. E nisso sou grato pelas pessoas que conheci, pelos filhos e por seus pais. Principalmente por meu tio Beto, que continua firme e forte, hoje morando na terra do forró, na cidade de Macaúbas no interior da Bahia. Criou três belos filhos, todos casados, que lhe deram belos netos. Na última vez que nos vimos ele me recebeu em sua bela casa. Eu e meu companheiro Meloso. Fez questão de nos colocar em um quarto exclusivo só pra nós. Tratou-nos com tanta gentileza e carinho, que nos proporcionou um dos melhores momentos de nossas vidas! Tio Beto é desses homens que toda mulher gostaria de ter, pai carinhoso, homem responsável, gosta de cozinhar, sabe cuidar de uma casa, melhor que muitas mulheres, bonachão sempre de bom humor, por isso que minha tia Cida, esperta que é, está com ele até hoje, pertinho das “bodas de ouro”! Vida longa ao meu tio Beto!
Claro que sou grato a minha mãe, por ter me ensinado a ser a pessoa que sou! Só lamento por ela nunca ter encontrado o homem que a fizesse feliz, mas isso é uma outra história!
Sou muito grato a DEUS, que é TUDO pra mim, mesmo sem muitas vezes saber entender “como” ELE é meu PAI! Só sei que “ELE é o meu verdadeiro PAI”!!!

Resumindo: tive e tenho amigos com seus respectivos pais, de todas as formas e gêneros. Continuo me apegando a eles, mas sem mais querer buscar exemplos neles. Vejo muitas vezes a história se repetir e daí me vêm uma certeza: cada relacionamento tem sua base, sua raiz e os fatores que permearão suas vidas, por muitos e muitos anos!!!



quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Respeito no Esporte

Sempre gostei de esportes. 
Foi através do esporte que eu me senti pela primeira vez fazendo parte de algo!
Uma sensação indescritível de ser importante, praticando algo que todos admiravam...
Meu sonho era poder unir todos!!
Com o passar do tempo, o esporte foi perdendo sua magia e alegria!
Este vídeo me remete aos bons tempos em que os seres humanos se respeitavam!!
Não acredito que isso voltará a acontecer um dia!!!



https://www.facebook.com/photo.php?v=558350224219133&set=vb.528452780542211&type=2&theater

domingo, 6 de outubro de 2013

Revendo o passado pra enfrentar o futuro!

Hello Everybody... I'm Back to Blogsville!!!
Foram 23 dias repletos de alegrias, acolhimento, compartilhamento, confissões, reencontros e definições! Sim... Como valeu a pena sair um pouco dessa atmosfera que me cercava, mudar os ares e dar novo rumo a minha vida!
Viajar é bom demais e rever amigos que você não via há 30 anos então...Como vocês podem ver nesta foto onde reencontrei amigos verdadeiros e foi momento mágico que ficará guardado para sempre....

Não existe nada melhor neste mundo!! 
Mas a volta é sempre complicada, sentimentos misturados, emoções explodindo a todo o momento e um choro incontrolável!
A alma agradecida inundada por sensações de paz e realização!


A certeza que fica é que faço parte de uma grande família muito maior do que eu imaginava. Novas perspectivas à vista!!!  

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Um até breve!!!!

Resolvi compartilhar o que está acontecendo no momento em minha vida. Alguns já sabem que estou com 52 anos! Há 02 anos, assumi o risco de mudar radicalmente de vida, saindo de São Paulo e vindo para Indaiatuba (no interior). Continuei trabalhando na mesma área, a hotelaria. Sai da loucura da metrópole em busca da tranquilidade do interior; no começo era exatamente o que eu imaginava. Cidade pacata, ruas retas, calmas e tranquilas; povo educado que te cumprimenta na rua; transito sem semáforos nas ruas; comercio que fecha na hora do almoço e por ai vai...
Voltei pra faculdade, comecei a fazer R.H. e a vida seguia seu ritmo...

Pouco a pouco, o encantamento inicial foi diminuindo. A medida que os meses foram passando, percebi uma certa dissimulação por parte dos colegas de trabalho. Tirei de letra, afinal percebia que meu gerente confiava no meu trabalho, mesmo sem ele nunca ter me elogiado, nem dado nenhum feedback! Fiz o impossível pra conquistar a confiança de todos, em vão! Constatei que o povo do interior, com seu jeitinho de que está tudo bem, esconde a verdade. Se fazem de sonsos! Como meu objetivo sempre foi claro, todos sabiam que eu tinha vindo da cidade grande para galgar um cargo melhor.
O projeto inicial do Hotel era a construção de outro muito maior, com o dobro de quartos. A concorrência ocorria de forma velada. Pela frente ninguém admitia que queria a vaga, mas nos bastidores, cascavel engolia jararaca! 
De minha parte, trabalhei duro, não faltava nenhum dia, fazia extras sempre que a empresa necessitava, me colocava á disposição até para fazer outras atividades gratuitamente.
Não adiantou. A coisa começou a ficar clara; quando meu gerente contratou uma pessoa de fora, para um cargo que ainda nem existia. Essa pessoa entrou mandando e desmandando, sem conquistar ninguém e provocando antipatia de todos! Não bati de frente, fiquei na minha! Até o dia em que o dito cujo resolveu me enquadrar, impondo regras absurdas e quem não as executasse seria penalizado!
Fui reclamar com meu gerente, que não sei porque cargas d'água, disse-me que eu estava querendo ser mandado embora. E pior, se eu quisesse sair, teria que pedir demissão, pois ele, não iria me mandar embora! Achei um absurdo e tentei argumentar. A partir daquele dia, tudo mudou para o meu lado. Nem bom dia meu gerente me dava mais! O clima era péssimo. A falta de postura ética dele, aliada a inexperiência e com pinceladas de arrogância, o tornaram um ditador patético e idiota!
O ápice aconteceu quando eu fui falar com ele sobre o "bônus de incentivo" que ele mesmo havia prometido, meses antes. Na minha cara, disse-me que eu só exigia da empresa e não fazia por onde demonstrar minhas habilidades e consequentemente ganhar pelo meu desempenho! Retruquei e abri o verbo. Falei que o problema do hotel era ele, etc... Ele quis me dar uma advertência e  eu não aceitei, pedi a presença do dono do hotel. No dia seguinte conversei pessoalmente e sozinho com o dono do hotel, que nem se deu ao trabalho de me ouvir. De cara, me disse que confiava plenamente no profissionalismo do gerente e que deveria reconhecer que estava errado! NÃO ACEITEI E FUI DEMITIDO
da forma mais bisonha possível, sendo alegado o motivo de que tinha opinião divergente do gerente! Recebi todos os meus direitos, mas confesso que fiquei extremamente decepcionado. Pra não falar revoltado! Bom, depois de ouvir algumas pessoas próximas, entendi que não era pra ser aqui neste momento, nesta cidade, neste espaço de tempo! A vida continua. Sigo meu caminho e vou em frente! Decidi que não ficarei mais aqui em Indaiatuba. Não sei para onde ir, só sei que vou tirar alguns dias pra "observar melhor os sinais", como diz um amigo do sul! Então me ausentarei alguns dias daqui do blogsville... não estarei conectado, mas entrarei eventualmente quando tiver oportunidade. Vou ficar alguns dias na minha terrinha querida, rever parentes e amigos distantes... sei que dias melhores virão! Grande beijo a todos e até breve!

sábado, 7 de setembro de 2013

A MEDIDA CERTA - Monólogo de um pinto!!

Se hoje me perguntassem qual parte do meu corpo eu mudaria, responderia sem pestanejar: o pinto! Sim, isso mesmo apesar de atualmente desempenhar bem meu papel na banda, rsrsrs não me sinto satisfeito com meu instrumento. Passei muitos perrengues por causa dele. Ficamos muitos anos em conflitos. Já me deixou na mão em algumas situações, me decepcionou em outras, justamente pela insegurança que me proporcionava. Por vezes me deixou deprimido, mas pelo que me lembro, nem sempre foi assim. Em princípio tínhamos uma boa convivência. Quando o conheci de fato, peguei nele e vi que era uma coisa boa, tinha boas intenções e nos dávamos bem. Talvez porque eu fosse inocente demais e nem sabia ao certo, quais eram verdadeiramente suas ações e intenções. Bom, mas o que aconteceu que degringolou essa relação? Nasci com a pele (prepúcio) cobrindo totalmente a parte da cabeça do pênis (a famosa glande).
Nisso dou os parabéns aos judeus que fazem a cirurgia, retirando o excesso dessa pele, logo que os bebês nascem; a tal “circuncisão”! Sábios judeus! Pena que não nasci lá, assim não teria que passar pelo que passei... Sentia desconforto quando urinava, doía muito quando ficava ereto e incomodava bastante. Com 11 anos me sentia feliz com o tamanho dele! Foi quando minha mãe me levou ao médico e decidiu que eu deveria fazer a tal cirurgia, entrei em pânico. Não tinha noção do que iria acontecer. Por falta de informação e também por negligência médica, o resultado foi desastroso. O primeiro pensamento logo que o vi foi o seguinte: diminuíram meu pinto. Pronto! Estava feito a tragédia! Aquilo foi determinante para o resto da minha vida.
A partir daquele instante tudo mudou, ficava com vergonha e sofria calado, não conversava com minha mãe sobre o assunto e me isolava. Na escola evitava urinar junto com os outros moleques instintivamente. Meu trauma aumentou quando fui estudar na Escola de Marinheiros, aos 16 anos. Quando lá cheguei, logo no primeiro dia, após ser hospedado nos dormitórios, tive que tomar banho com outros 150 alunos/recrutas. Todos juntos em um único imenso banheiro, com dezenas de duchas. Suei frio e passei maus bocados. Não existia nenhuma privacidade, toda vez disfarçava e procurava ficar sempre por último, quando a maioria já havia tomado banho.
Esse martírio durou longos meses de incertezas e algumas situações vexatórias. Como por exemplo, na minha primeira experiência sexual com uma mulher, profissional do sexo experiente que era; não teve nenhuma paciência comigo, quando meu "famigerado" não demonstrava nenhum interesse por ela! Após um 01 ano dessa experiência frustrante iniciou o que chamaria de "a saga de uma insatisfação"... Trilhei por caminhos sem fronteiras, busquei todas as experiências possíveis. E nada melhor que a experiência pra mostrar o quanto erramos em nossos conceitos pré-fabricados. Encontrei todos os tamanhos, nos mais variados tipos físicos e para minha surpresa, tive desempenho satisfatório. Aproveitei cada oportunidade como um laboratório, procurando encontrar o remédio para meu dissabor! Nunca compartilhei esse assunto com ninguém, não foi preciso. Com o passar do tempo, fui entendendo que cada um faz sua própria cama, se é que me entendem. Há espaço para todos os tamanhos, cores e diâmetros. Não me incomodava mais o fato de não ser avantajado como eu gostaria; descobri que meu desejo não é único e povoa a mente da maioria dos machos, independente do tamanho do seu membro. A verdade que eu quero dizer é: tive meus relacionamentos com caras normais, alguns até bem dotados que não reclamaram do tamanho do meu. Nunca ocorreu nenhuma situação que não se completasse por causa disso! No entanto aquele "trauma do passado" continuava escondido dentro da minha mente e ainda teima em me apontar o dedo. Hoje bem menos incomodo graças ao meu fiel companheiro, o Meloso. Desde início do nosso relacionamento, senti segurança nele que sempre elogiava todo meu corpo. Eu adorava o modo natural e espontâneo como ele me admirava fisicamente.
Cativou-me por completo. Com o passar dos anos, descobri a nobreza do seu sentimento e da sua atração por mim, a ponto de me abrir com ele e contar todos os "meus temores do passado". Sua reação positiva foi como um antídoto que funciona até hoje. Ele que tem o membro mais perfeito que já vi, me ensinou que tamanho não é atestado de felicidade! Bom, isso é a mais pura verdade, mesmo assim só pra enxotar de vez a "neura", ainda me vejo olhando no espelho e pensando: "mas bem que uma cirurgia pra aumentar o tamanho do "garoto" não seria nada mal!” hahahahahahahaha...Mas isso é uma outra história...

sábado, 31 de agosto de 2013

Profeta de Ilusões

Em se tratando de religião, as primeiras lembranças não são claras. Tenho recordações de minha vó Chica, que era chegada num candomblé ou umbanda, nunca soube diferenciar. Fazia questão de levar toda família no “terreiro”. Só sei que não era uma sensação boa. Sempre era à noite e era uma gente estranha fazendo coisas esquisitas. Me incomodava o barulho e os gritos, nem sei explicar o motivo desse incomodo; não entendia nada, simplesmente não gostava! Isso durou pouco e depois não houve mais “tentativa religiosa” naquela época. Por outro lado, minha mãe não seguia nenhuma religião. Falava sempre em Deus, mas nunca me apresentou a Ele, até então!

Sabia que eu não era pagão, pois tinha uma madrinha, conheci ainda criança, chamava-se Terezinha e morava em Cubatão/SP. Toda vez que íamos visitá-la, fazia doces e bolos gostosos só para me agradar, o que me deixava mais mimado ainda! As viagens de trem descendo a serra do mar eram inesquecíveis. A paisagem, o barulho na estação, os sons da “Maria fumaça”, das pessoas, era uma aventura deliciosa! Talvez venha daí meu desejo de viajar. Aquela sensação de liberdade! E foi ela que sempre permeou minha vida. Eu não sabia o quê ou quem era Deus, sabia que existia uma sensação de liberdade! 

Recordo-me, ainda jovem, passava horas diante do mar, tentando entender os por quês da vida. Olhando aquela imensidão nunca tive resposta; mas só pelo fato de estar ali, refletindo e pensando; já me dava grande alívio!
Então sempre me acompanhava o sentimento de querer “buscar respostas”, saber a razão das coisas, descobrir qual a chave “pra entrar em sintonia com o universo”. Eu queria entender porque era diferente dos outros meninos, porque tinha um gosto diferente e porque me sentia assim... Inúmeras vezes durante minha vida, nos momentos de crise, eu me refugiava diante do mar.
A primeira vez que eu fui apresentado a Deus, foi em Macaúbas/Ba, ao fazer parte do grupo de jovens da Igreja Católica. Explico que “fazer parte” era algo prático, estava no dia a dia das pessoas com as quais eu convivia. Pela primeira vez eu estava inserido em um grupo e era bastante enriquecedor. Significa pertencer, participar, estar junto. Foi assim que eu comecei a “entender as coisas” sobre DEUS! Com aquela gente humilde dos lugares longínquos, que demonstravam sua alegria pela nossa presença e nos retribuíam com o que tinham de melhor; no compromisso daqueles jovens em levar palavras de carinho e alimentos para aquelas pessoas que nem conheciam! Foi assim que o Amor de DEUS entrou na minha vida!
Só que ainda faltava muito para entender o que isso significava para mim. Esse “Amor” criou uma raiz em mim que precisava ser regada e alimentada. Busquei-o em diversos momentos e circunstancias. Freqüentei Hare Krishna, Seicho No Ie, Grupos Espíritas Kardecistas, enfim... Uma infinidade de crenças!
Anos mais tarde, morando em Salvador, visitando uma cliente do banco em que eu trabalhava, apresentou-me de forma ilustrativa a um cara chamado “Jesus”, eu já tinha ouvido falar nele, mas não com tanta propriedade! Aquela garota tinha luz até no nome e falava com tanta empolgação que me chamou a atenção. Dias depois em seu escritório, insistiu que eu fizesse uma oração e entregasse minha vida pra Jesus! Ajoelhamos-nos e eu repetia as frases que ela dizia. Não me lembro exatamente o que significava, mas lembro de ter impactado minha cabeça. Bom, minha vida não mudou nada! Eu continuei sentindo o mesmo vazio e experimentando muitas situações negativas chegando a presenciar “o cheiro da morte”!
Em meio a tudo isso, retornei para São Paulo e lá fui convidado
por minha tia Madá, a conhecer um grupo de esportistas. Ela sabia que eu gostava de jogar bola e então me levou para conhecer os “Atletas de Cristo”, na época fazia muito sucesso. Havia o Silas e o Miller (jogadores de futebol), dentre outros. Também conheci o Alex Dias Ribeiro (corredor de Formula 1) que me contou a história da bíblia sobre a “salvação” para todas as pessoas! Na segunda reunião, tive a convicção de que queria receber aquele “JESUS” tão real, vivo e amigo! 
Como se uma luz invadisse todo o meu ser, uma sensação de alívio, de paz e tranqüilidade. Todas as minhas dúvidas se dissiparam naquele momento e nos outros subseqüentes. Freqüentei a Igreja Batista do Morumbi, uma igreja muito “chique”, freqüentada por famosos e gente rica. Era bonito ver aquela mistura de classes sociais, pois tinha gente pobre também! Aprendi muito com todos! Me batizei e comecei a fazer Faculdade de Teologia. Foram os melhores anos de minha vida, sem dúvida alguma! Foram 02 anos em total harmonia com tudo e com todos. Não sentia necessidade de sexo, nem me masturbava, duas coisas em que era viciado! Meu alimento era espiritual, me fortalecia dia a dia. Participava de grandes eventos, conhecia outras denominações, acompanhava grupos musicais, freqüentava círculos de amizades onde experimentava amor fraterno genuíno.
Até que as tentações vieram e em dobro! Dúvidas e incertezas povoaram minha mente. Nessa época eu fazia curso preparatório para me tornar missionário, namorava uma "varoa" e até pretendia me casar. Só que num momento de luz desisti da igreja. Mas nunca de DEUS. Que eu já conhecia muito bem! ELE se manteve sempre do meu lado, apoiando, dando forças pra continuar a difícil caminhada da vida. Até hoje se mantém fiel com seu AMOR INCONDICIONAL! Posso dizer que não faço apologia a nenhuma religião, conheço e tenho grandes amigos que freqüentam, participam e se envolvem com diferentes igrejas e religiões. Não defendo nenhuma! Cada um sabe de si e de sua crença. Eu prefiro ficar com DEUS somente, digo e sinto que estou em paz com o Universo! Não pratico nenhuma religião, não me identifico com cerimoniais, rituais, dogmas e homilias, nunca me identifiquei.
Somos seres espirituais e cada um tem sua identificação com DEUS do jeito e da maneira que ELE entende o que você quer dizer ou fazer. DEUS me conhece intimamente melhor do que eu mesmo. Não há uma regra que molde nosso relacionamento! Respeito, admiro e converso com ELE em todos os momentos possíveis. Tem dias que não quero papo e tem dias que não saio do pé DELE! Hoje me vejo como espiritualista e ultimamente me sinto atraído por experiências espíritas mas isso é uma outra história...

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Desabafo nosso de cada dia!! (por Tato Lemos)

Um brilhante desabafo de um baiano sobre o carnaval da Bahia...
Quando eu deixei o interior e resolvi morar em Salvador,coincidente foi durante o carnaval.
Trazia os bolsos vazios, e um monte de esperanças. 
E pela primeira vez tive contato com a folia.
O som do trio ensurdecedor,apesar da qualidade das musicas.
O amigo Armandinho que até então só o conhecia através dos discos,e TVs,
Seu Morais Moreira balançando a praça,e o pombo correio naquele momento,
me transportou para o meu interior.
Ali, eu estava sozinho no meio de milhões de pessoas.Muito estranho,não é mesmo?
Em um momento de reflexão,eu só queria saber de onde vinha tanta alegria daquelas pessoas.
A energia contagiante das criaturas, me fez entender o poder da alegria.
O sucesso de um carnaval,esta dentro de cada pessoinha que se manifesta.Naquele dia,
eu estava triste,e rezei para o carnaval acabar...
Você vai ficar frustrado porque Daniela vai tirar o camarote?
Eu Não...Acho um absurdo empresa privada fazer chantagem,para tirar o Dinheiro publico.
Um camarote de compensado que custa (sete milhões) é no mínimo um egoísmo estúpido.
Convidados Globais,pagos para desfilar a falsa alegria,
e assim vão fazendo o marketing da futilidade.
O universo não pode conspirar eternamente com essas imbecilidades por todo tempo.
As leis dos homens são vulneráveis e nem sempre correspondem aos fatos.
Mais a lei do supremo universo,
Nós dá a possibilidade de refletir,e compreender o tamanho da nossa ganancia 
em relação ao Dinheiro.
Que amanhã,um monte de insensíveis não saiam em defesa dos gastos públicos,
para pagar as contas da luxuria
Que na quarta feira vira cinzas...7 milhões,é muito dinheiro para um país que pessoas 
morrem por falta de remédio.
É muita grana para quem trabalha nas fazendas vendendo o suor diário,para alimentar as fartas mesas dos egoístas das cidades.
Que se dane os camarotes e suas cordas.Que se lasque as estruturas das elites burras.
Carnaval só precisa da alegria interior do folião,
E do artista comprometido em alimentar essa alegria.O resto é como eu disse.
NA QUARTA FEIRA VIRA CINZAS.
Naquele triste carnaval da minha vida,
Eu me lembro quando Luis Caldas cantou.(é o frevo é o trio é o povo,é o povo é o frevo é o trio.)
Não sou dono da verdade,mais é assim que eu penso.
(Tato Lemos).


domingo, 25 de agosto de 2013

Gia Marie Carangi (Fama e Destruição) 1961 - 1986





Assisti este filme e me deixou bastante tocado e por que não dizer chocado... a verdadeira história de uma moça típica do interior (E.U.A), que se transforma numa "top model" internacional. O filme é narrado por parentes e amigos que conviveram com ela; e também pelas informações contidas em seu diário. Sua carreira meteórica tem todos os temperos para tornar sua vida marcante. Infelizmente de forma trágica. Acredito que ela não tinha estrutura para superar os dissabores da vida, a solidão, os dilemas...
Mas sempre a gente é levado a olhar para as raízes de casa um... ela não teve uma base firme; a mãe pulava a cerca e brigava com o pai, que era uma mosca morta. O resultado é que os pais se separam e ela (Gia) sente-se órfã  por ser muito ligada a mãe. Mesmo assim o destino segue tentando mostrar que havia uma solução... no entanto, as pedras no caminho de Gia a fizeram tropeçar e cair várias vezes, até que ela não conseguiu se levantar mais. Lamentavelmente!

O filme é tocante, profundo, nu e crú, sem retoques... vale a pena ser visto!!!
A cena final é de cortar o coração, onde ela recita o seguinte trecho:
"Vida e morte, energia e paz, se eu parar hoje, ainda assim teria valido a pena! Mesmo os erros terríveis que cometi, eu teria desfeito se pudesse. As dores que me queimaram e marcaram minha alma, valeram a pena! Por terem me permitido andar por onde andei; que foi o inferno na terra, o céu na terra. E de volta, por baixo, longe e entre um e outro. Através, por dentro e por cima deles!"